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O Antidogmatismo como Dogma

Vivemos no tempo da falsa autonomia intelectual. Isso se manifesta de diversas formas, seja em pesquisas superficiais, no dogmatismo ou, de forma menos perceptível, através de uma forma específica de falso antidogmatismo. O antidogmatismo, em sua essência e na grande maioria das vezes, é algo positivo e necessário para o avanço do pensamento crítico. O que abordaremos aqui, no entanto, é um tipo muito específico de antidogmatismo: o oportunista e desonesto. Trata-se do uso do termo “antidogmatismo” discursivamente, não para contribuir com o avanço da compreensão do mundo, mas como um subterfúgio para justificar ecletismo, bem como desqualificar autores sem precisar refletir sobre seu conteúdo. Em fóruns, universidades e debates, surgem os "guardiões do pensamento livre", cujo maior pesadelo não é estar errado, mas ousar concordar com algum autor ou seguir uma linha teórica. Em vez de estimular a liberdade de pensamento, eles impõem limites sobre o que ela deve ser. Ironicamen...

A Difícil Passagem da Dúvida ao Cogito ou Quando um Marxista se Encontra com uma Cartesiana em um Bar (PARTE I)

Havia em Goiânia, na Universidade Federal de Goiás, um jovem chamado Carlos que acabara de retirar-se de sua aula de sociologia. Seu rosto anunciava, à primeira vista, que algo estava lhe incomodando. Quem olhasse para ele, neste momento, suspeitaria que estivesse frustrado, mas, se o observador se atentasse um pouco mais, descobriria que a frustração se manifesta com um outro sentimento — angústia. Quem o conhecia não acharia essa cena fora do comum. Carlos era um aluno exemplar, e era admirado por seus professores e colegas de turma. Sempre que podia, ele fazia perguntas que incentivavam todos a enxergarem um mesmo fenômeno em diferentes perspectivas, ou utilizava os argumentos de alguém para que o próprio caísse em contradição. Sua perspicácia, no entanto, se misturava com o pessimismo. Vez ou outra, realizava comentários mórbidos sobre a estupidez humana ou sobre a humanidade da estupidez. Neste dia específico, a frustração fez com que ele saísse apressadamente da sala de aula onde se encontrava. O sol escaldante que o fizera transpirar mais que o normal, a frustração que sentia e a saída precoce da sala de aula eram as condições necessárias — ou melhor, as desculpas necessárias — que ele precisava para ir de encontro ao bar. Se entorpecer com cerveja, pensava ele, era a solução imediata para tudo de ruim que acontecia.

Chegando ao bar, antes de sentar-se em uma cadeira, observou de forma panorâmica aqueles que ali estavam; queria encontrar alguma pessoa que satisfizesse sua necessidade de desabafar e, simultaneamente, debater sua situação de forma rigorosa. Ao contrário da maioria das pessoas, Carlos acreditava que o bar era o locus ideal para conversas sérias e, por estar frustrado, não queria adentrar em uma conversa que parecesse um labirinto do qual ninguém gostaria de escapar. Por fim, encontrou Renata, uma jovem garota, estudante de filosofia, com a qual Carlos já havia conversado uma ou duas vezes. Carlos ficou surpreso, pois Renata estava bebendo cerveja sozinha, fumando um cigarro e desafiando com seu olhar petrificante a imensidão do vazio. O receio de atrapalhá-la não foi grande o suficiente ante o interesse nela que ele sentiu.

— “Olá, Renata. Posso me sentar com você?”, disse Carlos um pouco constrangido, “não quero te importunar, mas..”.

— “Meu caro Carlos”, diz Renata interrompendo, “confesso a você que outros vieram aqui, se convidaram para sentar comigo e eu os recusei. Hoje meus pensamentos estão tão interessantes que decidi pensar sobre eles, se me desculpa a tautologia. No entanto, o pouco que te conheço é o bastante para saber que a nossa conversa incentivará estes mesmos pensamentos a florescerem ainda mais. Sente-se e pegue um copo”.

Carlos sentou-se, encheu seu copo de cerveja e rapidamente, com um só gole, bebeu toda a cerveja que nele estava. Repetiu este processo três vezes até que Renata o interrompeu.

— “Carlos, se você persistir neste ritmo, terá que pagar a conta sozinho”.

— “Desculpe”, novamente constrangido Carlos explicou, “hoje estou em um desses dias nos quais desejamos entorpecermo-nos o mais rápido possível a fim de que os sentimentos ruins fujam do corpo da mesma forma que o suor está me abandonando pela testa. Infelizmente, só tenho coisas a reclamar, visto que acabei de sair de uma aula de sociologia da qual me gerou um total desconforto a ponto de começar a me afogar em uma grande angústia e frustração”.

— “Que surpreendente”, disse Renata ainda olhando para o vazio e com um tom de deboche, “pensei que vocês, estudantes de sociologia, já estivessem acostumados com a frustração e angústia”.

— “Sim, acredito que você tenha razão, mas dessa vez é diferente de tudo que eu havia sentido anteriormente”, disse Carlos tentando olhar para aquilo que Renata está observando e relevando o seu deboche, “sinto como se o saber que aprendemos em sociologia se sustentasse em um alicerce bastante duvidoso. Suponhamos, por exemplo, um mundo hipotético do qual as ideias quanto mais se aproximassem da verdade, mais ganhassem uma forma sólida e tangível. Neste mundo, me parece que a sociologia seria um punhado de areia que se você ousar pisar, poderia cair em um buraco profundo. Aprendemos, na aula de hoje, a aplicar o método quantitativo, mas me pergunto se este método é uma forma de nos enganar em relação ao mundo. Realmente podemos quantificar o mundo? Ou isso é simplesmente retirar pedaços dele e afirmar que representa o todo?”.

— “Que pensamento fascinante”, exclamou Renata, agora virando o olhar totalmente para Carlos e abandonando o olhar-vazio, “a dúvida é sempre muito bem-vinda. E é isto que está fazendo: duvidando! Nós passamos a existir em um mundo já nos dado. Não escolhemos o mundo em que nascemos e muito menos escolhemos as condições do mesmo. A gravidade existe independente de nossa vontade e, desde quando éramos um bebê, a Terra nos atrai para ela. No entanto, apenas com o passar do tempo é que começamos a fazer uso da razão. Se antes a gravidade aparecia como uma força onipresente e avassaladora, agora, com o uso da razão, sabemos que nós apenas somos atraídos para a Terra por possuirmos massa e estarmos muito próximos dela. Se é possível estarmos enganados em relação a gravidade, que desde o início nos acompanha, o que garante que estejamos certos sobre todos os outros fenômenos? O que quero dizer é: "visto que nascemos sem discernimento e fizemos vários juízos acerca das coisas sensíveis antes de ter o uso pleno de nossa razão, vemo-nos desviados por muitos prejuízos do conhecimento da verdade, dos quais parece que não podemos ser liberados de outra maneira senão aplicando-nos uma vez na vida a duvidar de todas as coisas nas quais encontremos a menor suspeita de incerteza" (DESCARTES, 2002, p. 23). De omnibus dubitandum est, meu caro Carlos!”.

— “Então, o que você está me sugerindo”, disse Carlos tomado pela animação de Renata, “é que eu deva duvidar da sociologia? Devo duvidar daquilo que, dia após dia, durante três anos, estou estudando? Duvidar da ciência fundada por pensadores tão admiráveis quanto Durkheim e Weber?”.

— “Confesso que é isso mesmo que gostaria que fizesse!”, exclamou Renata, “e não acho que deva parar na sociologia. Acredito que deva duvidar de todo o existente incluindo você mesmo, pois apenas a partir da dúvida é que se poderá construir verdades como um pedreiro constrói um muro: tijolo por tijolo. Aliás, além disso, “será útil até mesmo ter por falsas as coisas de que duvidarmos, a fim de descobrir com tanto maior clareza o que afinal é o mais certo e o mais fácil de conhecer” (DESCARTES, 2002, p. 23). Isto é, além de duvidar, acredito que você deveria, em um primeiro momento, colocar como falso aquilo que é passível de dúvida no intuito de você descobrir se tal coisa é ou não falsa da melhor forma possível. E não tenha receio de duvidar do mais banal ou até de pensadores admiráveis como Weber e Durkheim. Ousamos mastigar a todos com o tempero da dúvida a fim de cuspirmos verdades!”.

— “Concordo. Me parece coerente proceder dessa maneira”, diz Carlos, “a dúvida, neste caso, não é um fim em si mesma. Ela é um meio pela qual utilizamos visando chegar em um fim, que é a verdade. Talvez, duvidar por duvidar seja um exercício que garantiria apenas o pessimismo da razão ou a razão no pessimismo. Duvidaremos de tudo, então, para conquistar verdades, uma por uma. Por onde começamos? Começamos por nós mesmos?

— “Certamente, Carlos”, explica Renata, “isto pois nossos sentidos podem nos enganar. Por exemplo, estamos bebendo cerveja e, a cada copo que bebo, você parece ficar um pouco mais charmoso que o normal. Você realmente ficou mais charmoso ou meus sentidos estão me enganando? Como eu duvido da primeira alternativa, acredito mais na segunda. Da mesma forma que meus sentidos me enganam proporcionalmente a cerveja que estou bebendo, meus sentidos podem me enganar em relação à inclusive minha existência. Posso me sentir, posso me tocar, mas apenas isso já me permite afirmar que possuo corpo? Que existo? Então, temos que duvidar que nós mesmos existimos, primeiramente, ‘porque constatamos que os sentidos às vezes erram, e é de prudência nunca confiar em demasia naqueles que nos iludiram uma vez sequer’ (DESCARTES, 2002, p. 23-24). Mas, em segundo lugar, porque também podemos estar sonhando ou imaginando coisas irreais pensando que são reais. Logo, devemos nos permitir ter a ‘liberdade de sempre podermos nos abster de crer nas coisas que não são inteiramente certas e averiguadas, bem como de nos acautelar de tal maneira que jamais erre[mos]’ (DESCARTES, 2002, p. 25). Duvidar de tudo e admitir ignorância daquilo que ainda não foi averiguado são duas formas de evitar que erremos”.

— “Não me parece errôneo admitir que nossos sentidos podem nos enganar”, disse Carlos constrangido com o elogio torto que recebera, “mas não me parece correto dizer que devemos duvidar ou até colocar como falso a nossa existência. Se eu reflito sobre minha existência significa, afinal, que o ser humano é ‘um ser autoconsciente, isto é, sua própria vida é um objeto para ele, porque ele é um ente-espécie’ (MARX, 1962, p. 100). Constatar que sou um ser autoconsciente já não bastaria para afirmar que existo?”.

— “Você está correto”, disse Renata ainda refletindo, “devemos duvidar de tudo, de Deus, da existência de um céu, de que temos corpo etc., mas não devemos supor que somos nada, pois algo somos, no entanto, não sabemos ainda o que. O que sabemos, no fim, é que pensamos sobre as coisas e até sobre nós mesmos. Por isso, você tem razão: ‘é contraditório julgar que o que pensa, no momento mesmo em que pensa, não existe. E, por conseguinte, este conhecimento eu penso, logo existo é, de todos, o primeiro e o mais certo a ocorrer a quem quer que filosofe com ordem’ (DESCARTES, 2002, p. 27). Então, ao constatar que pensamos, simultaneamente, constatamos que existimos. Brindemos ao penso, logo existo como o primeiro tijolo da verdade”, disse Renata erguendo seu copo.

— “Um momento... acredito que temos mais uma discordância”, disse Carlos logo após erguer seu copo de cerveja e chocá-lo com o de Renata, “como um bom materialista, devo inverter essa frase: existo, logo, penso! Não podemos, assim como o Dr. Pangloss de Voltaire, trocar a essência pela existência e afirmar que os ‘narizes foram feitos para sustentar óculos; por isso temos óculos. As pernas foram visivelmente instituídas para serem calçadas, e nós temos calças. As pedras foram formadas para serem talhadas e para com elas se construírem castelos’ (VOLTAIRE, 1988, p. 4-5). Na verdade, o nariz determinou os óculos, as pernas determinaram as calças e as rochas determinaram os castelos; e não o inverso. Portanto, existo, logo, penso é mais coerente com a verdade, pois a consciência apenas surge quando nós existimos. É necessário primeiro ser e, apenas posteriormente, é que se pode pensar. ‘A consciência não pode jamais ser outra coisa do que o ser consciente’ (MARX; ENGELS, 2007, p. 94) ou melhor ainda: ‘não é a consciência dos homens que determina o seu ser; ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência’ (MARX, 2008, p. 47). Você não concordaria com isso, minha amiga?”.

— “Infelizmente, eu não concordo”, disse Renata bebendo um grande gole de cerveja e sentindo frustração com mais uma discordância de Carlos, “mas, para sua surpresa, também acho que você não discorda da frase penso, logo existo. Inclusive, pelo contrário, acredito que você concorda com ela. Veja bem: a frase tem três palavras: penso; logo; e existo. Aqui, entendo o pensamento como ‘todas aquelas coisas que, estando nós conscientes, ocorrem em nós, na medida em que há em nós uma consciência delas. E assim não apenas entender, querer, imaginar, mas também sentir é aqui o mesmo que pensar’ (DESCARTES, 2002, p. 27). Logo seria uma conjunção conclusiva. E a conclusão é a existência. Para entender essa frase, consequentemente, é necessário relacionar a dúvida com o cogito. Quando chegamos nessa frase — penso, logo, existo —, não estávamos discutindo as condições da existência. Você, meu amigo, pulou algumas etapas. Estávamos, antes, querendo construir o nosso primeiro tijolo da verdade, que é a nossa própria existência. Após constatada nossa existência, aí sim poderemos refletir sobre ela e sobre o pensamento, algo que você já efetivou. Mas, foi a partir da necessidade que temos de duvidar de tudo, que chegamos em uma primeira conclusão que, pessoalmente, acredito ser tão admirável quanto simples: se eu penso sobre as coisas e sobre mim mesmo, isto é, se eu quero algo, desejo alguém, imagino que não existo, sinto frustração, sinto atração etc., tudo isso constata que penso. E, assim como você muito bem disse, para alguém pensar, este alguém deve existir, e é dessa forma que constatamos nossa existência. Então, essa frase não é uma frase idealista como você acreditou que fosse, pois, o pensamento não está determinando a existência. Pelo contrário, como a existência determina o pensamento, podemos implicitamente concluir que se pensamos, logo, existimos!”.

— “Uau!”, diz Carlos admirado, “acho que eu não havia entendido, num primeiro momento, as nuances dessa frase que consegue ser, ao mesmo tempo, simples e complexa”.

— “Exatamente!”, disse Renata entusiasmada, “esta frase é simples por ser a primeira verdade que constatamos. E apenas a constatamos através da dúvida. No entanto, é também complexa por se tratar de nossa existência. É bastante curioso que podemos julgar que a ‘terra existe a partir do fato de que a toco ou de que a vejo, certamente devo por isso mesmo com ainda mais razão julgar que a minha mente existe. Pois, talvez possa ocorrer que eu julgue estar tocando a terra, mesmo que não exista terra alguma, mas não [pode ocorrer] que eu julgue isso e que a minha mente, que julga isso, nada seja’ (DESCARTES, 2002, p. 31). Então, mesmo quando duvidamos, constatamos que pensamos, e ao pensar, constatamos nossa existência! Essa é a passagem da Dúvida ao Cogito!”. 

— “Mas sinto — logo eu penso”, disse Carlos rindo, “que é a partir de agora que começarão nossas discordâncias. Quando passarmos a discutir sobre o que vem depois do primeiro tijolo da verdade, isto é, o que vem depois da existência…”.

— “Tudo bem você ter discordâncias”, disse Renata um pouco chateada, “mas, apesar disso, de uma coisa eu senti falta: você poderia ter elogiado um pouco a forma como penso. Vocês são assim mesmo, vocês, marxistas, não reconhecem coisa alguma, e isto, para mim, é o cúmulo da superioridade. Parece-me que tudo tem de ser exatamente como vocês pensam! Diga-me qual a discordância que você não pôde evitar dizer, mesmo tendo coisas mais importantes ao seu redor!”.

— “A minha discordância é bem simples”, afirmou Carlos refletindo se foi realmente arrogante, “você parte de uma diferenciação entre o corpo e o pensamento, mesmo apesar de reconhecer que o pensamento é gerado a partir de um ser, de uma coisa pensante. No entanto, para mim, o pensamento apenas é gerado por este ser e, assim, através desse ser já seria possível constatar nossa existência. Não me entenda mal: concordo que podemos ‘distinguir os homens dos animais pela consciência, pela religião ou pelo que se queira. Mas eles mesmos começam a se distinguir dos animais tão logo começam a produzir seus meios de vida, passo que é condicionado por sua organização corporal’ (MARX; ENGELS, 2007, p. 87). Acredito que chegamos numa mesma conclusão, que o ser humano é um ser autoconsciente, mas, antes mesmo de percebermos isso, devemos nos atentar em um aspecto: por qual razão o ser humano pensa? No fim, você partiu de você mesma, de um indivíduo pensante. Já para nós, críticos, os ‘pressupostos de que partimos não são pressupostos arbitrários, dogmas, mas pressupostos reais, de que só se pode abstrair na imaginação. São os indivíduos reais, sua ação e suas condições materiais de vida, tanto aquelas por eles já encontradas como as produzidas por sua própria ação. Esses pressupostos são, portanto, constatáveis por via puramente empírica’ (MARX; ENGELS, 2007, p. 86). Por mais que você afirme que quanto mais duvidamos; que quanto mais sentimos; que quanto mais desejamos, mais ficaria evidente que pensamos, eu acredito no contrário: quanto mais sentimos, damos importância para algo; quanto mais pensamos, mais fica evidente que somos seres sociais e, por conta disso, é a razão pela qual pensamos. Apenas sabemos que o ser humano também é um ser consciente após ele se associar com outros seres humanos visando satisfazer suas necessidades corporais. ‘’Desde o início, portanto, a consciência já é um produto social e continuará sendo enquanto existirem homens. A consciência é, naturalmente, antes de tudo a mera consciência do meio sensível mais imediato e consciência do vínculo limitado com outras pessoas e coisas exteriores ao indivíduo que se torna consciente; ela é, ao mesmo tempo, consciência da natureza que, inicialmente, se apresenta aos homens como um poder totalmente estranho, onipotente e inabalável, com o qual os homens se relacionam de um modo puramente animal e diante do qual se deixam impressionar como o gado; é, desse modo, uma consciência puramente animal da natureza (religião natural) – e, por outro lado, a consciência da necessidade de firmar relações com os indivíduos que o cercam constitui o começo da consciência de que o homem definitivamente vive numa sociedade’ (MARX; ENGELS, 2007, p. 35). Ao invés de penso, logo, existo, eu afirmaria que penso e existo, logo, vivo em sociedade!

Referências


DESCARTES, René. Princípios da filosofia. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2002.


MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.


MARX, Karl. Manuscritos Econômicos e Filosóficos. In: FROMM, Erich. O Conceito Marxista do Homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1962.


MARX, Karl. Contribuição à Crítica da Economia Política. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular, 2008.


VOLTAIRE, François. Cândido. 1988


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